quinta-feira, 26 de maio de 2011

A onda é essa




Nade contra a maré,
sinta o que há no fundo.

Poucos sabem o que nós queremos,
mas muitos sabem o que querem que não alcançemos,
e talvez, queiram te afogar.

Nade conta a maré, a onda é essa.

terça-feira, 24 de maio de 2011

4 babões e 1 bebê de quase 1

Vou contar a história de 5 personagens e suas vidas amorosas, entrelaçadas.
1-Um homem maduro de 62 anos, cientista, criativo, inteligente, às vezes orgulhoso, e hoje tava babando pelos cantos.
2- Policial civil, mãe, exigente, querida, mais de 60, e baba, baba, baba todo dia, o dia todo.
3- Coroa enxuto, jornalista, alternativo, mente brilhante, mais de 60, e é baba até não poder mais.
4- Mais de 50, desenrolada, metade hippie, metade também, divertida, criativa, baaaaaba até umas horas.
5- Vilão mirim, pingo de ouro, pingo de gente, baba a chupeta dele e fica só observando, menos de 1, esse é o cara.

O homem enxuto mora na Paraíba, e muitas coisas trazia de lá, até conhecer o vilão mirim, sua vida mudou, agora ele vive vendo fotos e vídeo que o pai do vilão manda, e sonhando com o dia em que poderá encontrá-lo novamente. E não é que o cientista desenvolveu uma técnica de fazer o bebê rir em um segundo? Só coisa de cientista mesmo. E faz uma dança, meio homo sapiens, meio canguru e festa junina, arregala os olhos, abre a boca, levanta as mãos e faz um som estranho, vira menino, vira boneco, vira o que for pra conquistar o amor do bebê.

Policial civil, é um doce sim, mas às vezes azeeeeda de braba que sai de baixo, mas é só o pingo de ouro acordar que ela esquece o que é ter moral. Gente, o menino monta nela, literalmente, e depois diz que a culpa é da mãe. Pra ele, ela vira compositora, poetisa, criança, babá, diarista, cantora, massagista... ele é o xodozinho dela, vai fazer um ano.

Um jornalista, com sua voz groooossa, sai de baixo, faz musiquinha com letra, sem letra, vai passear, deixa de ver o filme, senta no chão, faz poesia, toca violão, tudo isso pra ter o amor do pequeno grande homem.

A hippie... ô hippie, o que é isso? Ela acabou de chegar aqui com rolinho, quadrinho, caixinha personalizados. É tanta criação, tanta criatividade pra pegar esse bebê de jeito, e vira criança, e vira cantora, e vira passista, e dançarina, e tudo o que for preciso pra ter esse bebê.


E o bebê? O bebê observa, explora, conhece e no fundo reconhece que ter vovós e vovôs lhe babando é a coisa mais gostosa do mundo todo.
Mamãe, por sua vez, sabe que a vida de mãe é mais deliciosa porque tem esses 4 babões e 1 bebê de 1.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Tonha levou falta




-Mas Tonha, cadê você na marcha ontem?
-A polícia vetou minha ida.
-Mas como assim, a festa era sua.
-Era, mastonha ficou por aí.


Ontem aconteceu no Recife a marcha da maconha, segundo os jornais locais transcorreu em clima pacífico.
Ao som de Bob Marley, claro, estampando cartazes criativos e irreverentes, os envolvidos fizeram um momento que parece ter sido marcado pela liberdade de expressão; bonito isso. Exemplo diferente de São Paulo.
Só não teve espaço pra protestar fumando, mas enfim, como dizem por aí, não se come onde trabalha.
Não fumo, mas admiro a força dos que defendem seus ideais, que saem às ruas pra baixar passagem (isso eu já fiz), pra defender minorias, ou até mesmo maiorias, mais bonito ainda, se for em clima de paz.

-Tonha, e ficasse onde?
-Fazendo a cabeça dos que não foram.
-Ah, agora sim.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Globo e ZQuatro, tudo a ver.





Esse vídeo é só um pouco do trabalho que a equipe da ZQuatro Stúdio fez pra a festa: Troféu Lance Final, promovida pela Rede Globo. #coisalinda

Jogue na mãe, seu infeliz.


Acabou de começar mais uma chuva no grande Recife. Na atualidade é fato, grande ou pequena, ela chega levando e enchendo tudo o que vê pela frente. Dos vários motivos, culpados, inocentes, etc e tal, eu quero falar de um tipinho de culpado, que meu Deus do céu, merecia ser preso.
Minha gente, não é ideologia feita, nem papinho bonito pra sair bem na fita, mas jogar lixo pela janela do ônibus é coisa que nem na idade da pedra os homens em seus locomotivos feitos de rocha faziam isso.
Digo isso porque hoje, voltando da hora do almoço um animal botou a pata dele pra fora da janela e jogou dois pacotes de salgadinho. Meu filho, eu não tenho nada a ver com o que você come ou deixa de comer, então não jogue isso na minha cara, literalmente, por favor.
Amanhã, quando estiver tudo alagadinho, o que já está virando rotina, ele vai ser o primeiro a reclamar, falar que a cidade está um caos e vai chamar os cãos reclamando.
Animal racional que não usa a cabeça é uma merda, e por isso, vou ali comprar minha bóia pra a próxima chuva, porque feito essa mula, o Recife está cheio.

Foto de Vinícius Calado: http://viniciuscalado.blogspot.com/2011/05/recife-alagado-por-causa-das-comportas.html

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Minha majestade, a internet.

Nessa era digital onde a notícia escorre pelos nossos pés, mãos, cabeças, coração... ouvidos, boca, nariz, pulmão... aí, enjoei.

Vamos recomeçar... nessa época em que a informação é a alma do mundo e ela está em todas as partes deste, elegi a internet como meu farol, meu guia; me ajuda pelamorrrr!!!

Com tanta violência explicita na mundo e nos meios de comunicação tenho percebido que ver televisão se tornou uma forma de autoflagelação.

- Não, eu não quero saber que fulano matou a suposta mãe do filho dele, nem que beltrano fez uma escola de jogo de tiro ao alvo, nem que pais e filhos estão se matando, se drogando e se odiando.
-- Ah, e você quer saber o que, minha filha?
- Então, eu adoraria ver estampado no jornal que a igualidade é realidade, que a chuva só molha; não mata, que os homens se amam; não matam, que o sexo não é um acessório, que a raça não é um problema.
-- Ah, e você acha que isso pode acontecer?
- Eu sonho com isso, eu vivo pra isso. O mundo precisa deixar de ser modelo pra filme de terror, e enquanto isso não acontece, vou cada vez mais informar onde posso gerenciar as notícias, na minha majestade, a internet.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Redatendiprodução

Escrevo
Atendo
Produzo

Três verbos
uma profissional
muitas responsabilidades
um cliente
muitos marketings
um job
muitos pepinos
sono
e uma dor de cabeça infeliz.