segunda-feira, 13 de julho de 2009

Passo


Um passo lento...






Um passo com pressa!!



Dos passos que dei
Tropeço nos que dou
Corro para frente
Sem perceber me arranho
Levanto-me e continuo
Mas não caiu lá outra vez

terça-feira, 16 de junho de 2009

Aula da saudade – Homenagem ao paraninfo Alan Soares

Muito prazer, meu nome é trabalho
Não, mais que isso, meu nome é competência
Na verdade, meu nome completo é: Trabalho com competência, muitas xícaras de simpatia e tantas outras de entusiasmo.
E meu apelido (riso) é: “Desastroso”
O pior é que até hoje eu não sei o porquê de terem me apelidado assim.
Só porque minha caneta cai 5 vezes na aula, 5 vezes no chão, né? Porque se for contar ás vezes que cai na cabeça de alguém... Piloto? Hum, já perdi as contas... Mas isso não tem nada a ver para me chamarem de desastroso. Desastroso, eu? Hum!!!
Olha, eu gosto de muita coisa nessa vida, viu? Mas gosto muito mais de ensinar. Gosto também de lecionar, de ministrar aulas, de orientar, de educar, de doutrinar, de instruir, de habilitar... Aaaa eu também amo de paixão, esclarecer. Tá aí, uma coisa que eu não abro mão.
Eu carrego comigo muito conhecimento, mas trago numa mala, que aonde eu chego, eu abro, e forneço aos que se interessam, e até mesmo aos que não se interessam muito. Eu invisto daqui, dali, e pronto, doei mais um pouco do meu saber.
Outro dia me perguntaram aonde eu queria chegar com tantas horas de dedicação ao saber, e logo respondi: Eu quero chegar aonde chegam os vitoriosos. Mas eu não quero chegar só, quero um bando de vitoriosos do meu lado, para comemorarmos, aí eu vou tomar minha cerveja sem álcool e rir a noite toda.

E completei: Eu sei que ainda há muito o que viver e muito mais para acontecer. Por isso, eu leio!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Asfalto de mim

Na beira do rio, no asfalto
Da passagem do lago, me afasto
Me afobo.


Na dúvida, na dádiva
Asfalto ao meio dia
A carne queima e reina

Dou metade de mim
Da outra, me perdi
O engano da gente, que arde
Demente

Ao rumo, ao que me invade
O que eu como, quem me consome
Meu medo, meu dedo podre
Meu espanto, o espantalho que criei de mim

Me fiz de inocente, me despi
Vestida de vaidade, comprei uma passagem
Na beira do rio, do asfalto
Para o meio do precipício.

domingo, 31 de maio de 2009

Aos Livros












Aos livros, leitores.

Aos homens, dignidade.

Aos sem teto, casa.

Aos deficientes, oportunidade.


Aos políticos, ética.

Aos culpados, perdão.

Aos pés, guia.

Aos cupidos, coração.


Aos nervos, camomila.

Aos negros, respeito.

Aos lábios, outros.

Aos homens, direitos.


Aos famintos, comida.

Aos sábios, voz.

Aos formados, empregos.

Aos rios, foz.


Às lágrimas, consolo.

Ás leis, cidadãos.

Às flores, água.

Às crianças, educação.


Às mulheres, vez.

Às carteiras, dinheiro.

Às correntes, chave.

Às navegantes, e-mail.


Ao amor, cúmplice.

Ao corpo, sentidos.

Ao samba Buarque.

Ao crime, foragidos.


Ao enfermo, saúde.

Ao desbotado, tinturaria.

Ao surf, onda.

Ao solitário, companhia.


À dúvida, resposta.

À juventude, maturidade.

À seca, chuva.

À cidade igualdade.


À conquista, mérito.

À escuridão, lampião.

À testemunha, segurança.

À pressa, imperfeição.


A MIM, O QUE FAZER





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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Enredo Anônimo



Desde de menino eu nunca fui bom pra nome, deve ser porquê até hoje eu não me conformei com o meu: Autêncio Vislêncio Clemêncio Neves. Querendo, ou não, me tornei o Neves. Por facilidade, ou por gentileza, o povo me batizou assim.

Lembro-me do meu primeiro zero, foi quando, na prova de História do Brasil, eu narrei tudo sobre o “descobrimento”, mas esqueci o nome do homem. Hoje, Bento Álvares Cabral não me saí da memória, é fogo...

E a Patrícia... No dia em que fui pedi-la em namoro ela parecia uma princesa, no fundo ela sabia que àquela seria uma data marcante nas nossas. Seria, se eu não tivesse trocado o nome dela. Mas isso não é mais problema, estou casado, bem casado, tenho seis filhos, todos os cinco meninos se chamam Walmyr, sempre acompanhado por um segundo nome. Walmyr Quinto é o caçula dos meninos, o mais velho é Walmyr Primeiro. A menina, mais nova de todos, chama-se Wilma Primeira.

Na adolescência eu tive um cachorro que fugiu de casa, eu até o vi saindo, corri, mas era tarde demais, eu não sabia o nome dele. Eu sempre tive muitos amigos, a solução era chamá-los assim: Amigo!!! E hoje, do motorista do ônibus, ao meu inquilino são meus amigos.

Minha esposa Dó (Dorotééééééééira), acha mesmo que eu nunca aprendi o nome dela. Puts, e o meu primeiro carro!!! O nome dele está na ponta da língua, mas nem cuspindo sai.

- Dó, como era o nome daquele meu carrão vermelho?
- Dorotééééééééira!!!
- Não amor, o nome da sua mãe eu sei, eu quero saber o do carrão.

Doutor, não vou mais me estender, a Dó está me dando uns tabefes, mas conto com a sua ajuda para resolver o meu problema.

Atenciosamente:
Carlos.