segunda-feira, 28 de março de 2011

As Estradas, do Inimigo de Qualquer Merda de lei.



Um caminhão sem freio, desgovernado à caminho da felicidade
Um coração colorido que pintou aventura em cada olhar
Duas mãos multiplicadas em cada traço criando verdade
E uma razão incontestável pra não parar de sonhar

De tantas rimas, tanto amor
De tanto amor, tanta saudade
De tanto jeito com a dor
De tanto peito a sinceridade

Um guru dos corações, da música; dá sentido
Dá vontade de ouvir uma Balada Cavernosa
Ou mesmo pra dar Calma no Tempo Perdido
Pois a Força da Canção, que uma vez Eu Fiz Pior
Nunca causou Desengano
A esse Pirata maior

São Tantas Trilhas compostas e bem aventuradas
Nos Versos Perversos da vida
Com Casaco de Pedras esculpidas
Em uma Lua Viva que não pára de bilhar


Meus caros amigos a vocês eu diria
Que o mago Lula Côrtes não Nasceu pra Chorar
Ele sempre soube mesmo o que queria
Na Noite Prêta, voar feito Patativa, até Faltar Ar

quinta-feira, 24 de março de 2011

Resposta da Rede Globo

Obs: Eu vou logo dizendo, que eu não quero criar uma grande onda de protesto, mas palavras bonitas são feitas pra serem utilizadas na verdade ou não.



Perci

Agradecemos sua audiência e respeitamos a sua opinião.



Em primeiro lugar, informamos que sua mensagem foi cuidadosamente lida e será encaminhada à direção de jornalismo e entretenimento da Rede Globo.

Todas as manifestações de nossos telespectadores são extremamente importantes para nós. Durante todos esses anos, acolhemos com respeito as opiniões e solicitações de pessoas que, assim como você, se importam com o que produzimos. É isso que dá sentido ao nosso trabalho.

Contudo, é importante ressaltar que temos total consciência de que fazemos uma televisão para todos os brasileiros. Por isso mesmo, temos 117 afiliadas em todo o país, além das 5 emissoras Globo.

É para atender às diferentes regiões e culturas do Brasil que abrimos espaço em nossa programação para os programas e as coberturas regionais, além dos telejornais locais.

Em todo caso, ressaltamos que a escolha e a aprovação de pautas para um programa obedecem exclusivamente a critérios jornalísticos, não havendo, de forma alguma, influências externas ou preferências regionais. O compromisso do Jornalismo da Rede Globo é mostrar os fatos mais importantes que acontecem no Brasil e no mundo. É para isso que nos esforçamos diariamente e abrimos espaço para reportagens de utilidade pública, incentivo à ação voluntária e valorização da cultura nacional.

Já em relação às telenovelas, garantimos que não houve, por parte da Rede Globo, a intenção de denegrir ou ofender ninguém.

Lembramos que novelas são obras de ficção sem qualquer compromisso com a realidade e estão inseridos na categoria entretenimento, abertos a manifestações artísticas e intelectuais.

Baseamos nosso relacionamento com o telespectador na transparência e no respeito, procurando nos aprimorar cada vez mais para continuarmos sendo a televisão preferida dos brasileiros.


Cordialmente,
Rede Globo

Ficção e realidade, tecnologia e arte se misturam na nova novela das sete, Morde & Assopra. Fique ligado!
http://mordeeassopra.globo.com/

domingo, 13 de março de 2011

Carta à Rede Globo.

Admiro a competência da Rede Globo. Profissionais exemplares, programas divertidos e excelência em tudo o que promove. Porém, é perceptível que existe uma postura tendenciosa em algumas reportagens. Falo isso, pois a prostituição é um problema que acontece em várias partes do mundo, e do Brasil, é claro, meu Nordeste não fica de fora, infelizmente. Porém, essa prática se estende por todas as outras capitais do país, e não, isso não é um mérito social, e sim um problema, mas eu adoraria ter visto outras coisas do meu carnaval, e que tinham, tinham.
Eu adoraria que não tratassem o tema como um caso isolado.
Adoraria mais ainda, que não estereotipam a minha cidade, minha Região Nordeste.
Adoraria, e muito, que mostrassem também nosso valor, até porque:

Porque a casa Bamboo não é de um brasileiro.
Porque Hans Herman não é pernambucano, nem ao menos potiguar.
Porque esse caso não acontece só no Recife.
Porque nosso carnaval não se resume ao sexo.
Porque temos uma das cidades mais antigas do país, e exigimos respeito.
Porque nossas pontes levam e trazem cidadãos dignos.
Porque nossos rios hospedam vida.
Por que nossas praias exprimem amor.
Porque nossas árvores exalam canto.
Porque nossos poetas rimam dignidade.
Porque temos a Primeira Capital Brasileira da Cultura
Porque somos bravos guerreiros, somos imortais.
Porque somos criativos, somos lindos, somos chiques, somos porretas.
Porque não somos maloqueiros, nem gostamos que manguem de nós.
Porque somos afinados, alinhados, admirados e apaixonados.

Mas me digam, por favor, por que somos, por vezes, estereotipados em novelas e jornais nacionais??? Não me aperreiem, ou seja, não me estressem.

Leila Perci – mãe, publicitária e uma brasileira apaixonada pelo país e defensora da democracia.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Privadas de Ouro

O estilista desenha, a modelo desfila.
A torcida vai ao jogo, o jogador disputa.
O arquiteto cria, o pedreiro executa.
A população suja, o faxineiro recolhe.
O professor explica, o aluno pratica.
A cozinheiro elabora, o povo engorda.
O motorista dirige, o passageiro chega.
A prostituta vende, o homem desfruta.
O publicitário divulga, o mercado consome.
A administradora analisa, a empresa evolui.
O jornalista escreve, o leitor se deleita.
A mãe contrata, a babá cuida.
O advogado ora, o preso foge.

O salário mínimo limita.
E o salário máximo, cadê???.

Admiro os artistas, mas fazer o trabalho braçal também é sublime, necessário, e mesmo assim, desvalorizado. Abaixo o salário mínimo, quando o salário máximo nunca foi estipulado. Afinal, modelos, jogadores de futebol e políticos estão regendo toda a desigualdade social no Brasil.  E acha-se que a culpa é dos trabalhadores que suam, matam e morrem, para pagarem suas contas e poderem comer o pão que o diabo amassou.

Todas as profissões são necessárias na sociedade, é como uma cadeia alimentar, aqui se come, aqui se paga. Agora aparecem os deputados com um aumento absurdo, abusivo; cara de pau e filho da mãe. Onde iremos parar? Limpando suas privadas por alguns míseros trocados? Enquanto essas mesmas privadas serão de ouro maciço para bundas sujas?
Privadas de ouro pra quem só faz merda pelo Brasil. Obrigada!

(http://www.redebomdia.com.br/Noticias/Politica/40460/Aumento+de+61,8%25+no+Congresso+permite+que+Camara+triplique+gastos)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A culpa é do vermelhinho que rói unhas

Dirigindo e ouvindo música eis que ouço um spot na rádio dizendo mais ou menos assim:
Ele está chegando, sexta-feira ele vai aterrissar no shopping.

Fala-se de quem? Do senhor vermelhinho de barbas e cabelos brancos que leva um grande saco de presente nas mãos, mas que não os dividi com ninguém. Na minha infância Papai Noel primeiro trabalhava, levava os presentes nas lareiras, nas meinhas, ou deixava nas árvores mesmo, e só depois da tarefa cumprida ele ia se expor no shopping.

Hoje, mesmo antes de todas as crianças terem aberto seus presentes do dia 12 de outubro, ou de se quer perceberem que o “natal vem vindo, vem vindo o natal”, o bom velhinho já os abandonou.

A sociedade do consumo levou ao papais noeis pra dentro dos seus templos de compras, trocas e vendas. E o que isso acarreta? Muitas crianças vão passar o natal sem receberem seus presentes, que triste. E a culpa é toda do papai de vermelho que sai por aí dizendo ‘rou rou rou” danado pra minha poltrona vermelha no shopping mais próximo, pra tirar foto e ser celebridade. Enquanto isso, as crianças continuam esperando a ilustre visita que nunca chega.

Afoguem a ignorância, por favor.

O meu pai era paulista, meu avô, pernambucano, o meu bisavô, mineiro, meu tataravô, baiano...

As palavras de Chico Buarque em sua música Para Todos, traçam um pouco a diversidade e o tamanho do Brasil. Sou realizada em ter nascido numa nação em que a cultura é inerente aos indivíduos e que há a popular, erudita, pura, misturada, cantada, falada, rimada, esculpida, tocada, pintada, escrita, desenhada, dançada, interpretada, etc. São tantas opções para fazer arte que todos os dias nascem novos artistas no Brasil.

Sotaque, coisa boa de se ouvir, pode-se falar português pernambuquês, candanguês, carioquês, paulistês, mineirês, baianês, oxe, são tantos os ês, que fica difícil citar todos. Uns acham feio, outros bonito, mas a verdade é que é gostoso ser diferente e ver a diferença reinar.

Comida típica, frutas tropicais, bebidas, doces, salgados, comer; de fato, é um verbo gostoso de ser praticar no Brasil.

O brasileiro adora se inserir nas novidades no mundo moderno, nas descobertas que surgem todos os dias, e a mais praticada é a Internet. Por meio dela, conversa-se, expõe-se, casa-se, ama-se, odeia-se, publica-se deleta-se, segui-se, curti-se e descurte-se. É na internet em que o bonito pode ser feio, o alto pode ser baixo, o magro pode ser gordo e o gordo pode ser malhado. É na mesma internet em que pessoas inteligentes têm blogs para falar de atualidade. Elas podem criticar, rimar, postar, reivindicar, orientar, estudar, indicar, etc. A internet libera expressões de todos os cantos do mundo, mas favor, a liberdade de expressão é uma arma que na mão dos ignorantes pode ser letal.

Sou mãe, cidadã e brasileira. Sou nordestina, mais precisamente, pernambucana, e sei bem que meu afogamento traria muita lágrima, o meu afogamento, juntamente com o dos meus conterrâneos seria uma perda nacional, melhor, mundial.

Afoguem sim, a ignorância virtual ou facial de pessoas que só olham pra seus umbigos e não sabem nem porque nasceram.


Ps: Tive que atrasar esse post por conta dos meus compromissos maternos, mas a verdade precisa ser dita sempre.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Puritanos, Pecadores e o Frevo

Assistir a um show da SpokFrevo é sempre uma sensação maravilhosa, não há como definir sabe, apenas sentir, e muito.

Em um teatro, quando todos estavam sentados, eu podia ver muitos foliões dançando com todos os seus órgãos. Mesmo que visivelmente só mexessem os olhos pra piscar, muito rápido, afim de não perder nada.

Mesmo não sendo uma tarefa fácil pra mim, eu quase não me mexi, mas já o meu coração, ele fez cada tesoura que saiu cortando com golpes de felicidade as partes mais intimas do meu corpo. E durante várias momentos eu tive que fechar minha boca rapidamente, caso contrário, o mesmo velho coração estaria hoje vagando, ou melhor, pulando por todos os cantos do teatro.

Ser pernambucana é acordar todos os dias com a certeza de que não há terra em que as pessoas mais absorvam e criem cultura todos os dias como a minha. Ser pernambucana, e ainda poder ouvir a orquestra de Spok no quintal de casa, é um presente singular e bem ritmado; instigante.

Eu que não vivo sem música, sempre a respeito mais quando vejo a Spok tocar. Só a boa música mesmo pra unir folia e religião, só mesmo um frevo bem feito para unir em uma só noite boa ação, igreja católica e carnaval.

Ontem, tanto os mais puritanos, quanto os pecadores, e os que sempre admiraram o frevo, puderam ter a mesma sensação: excitação com os ouvidos, com os olhos, com o coração e com o que mais quisesse. Ontem, o sagrado deu espaço aos homens de preto, que com seus metais dourados nas mãos fizeram, e fazem, um verdadeiro céu na terra.

Parafraseando Eliseu Gomes eu posso dizer que ontem pude ver “anjos frevando naquele lugar, no meio do povo, em cima do palco, subindo e descendo em todas os passos”.

Amém e Evoé!