quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
às flores que quero ter.
Fiapo de esperança
Lanço-me entre dois sóis
E busco cor
Sinto dor
Planto flor
Mas não as colho
Mas cheiro-as
Sinto-as e pressinto seu fim
Uma mão má irá tirá-la de mim
Mas planto outra
Outras flores
Sem dores
E com lindas cores
Arames de mim
Fiapos de dois sóis
Lanço-me na esperança
terça-feira, 24 de novembro de 2009
O Milagre de Santa Luzia - O Filme
Hoje eu vi o mar
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Que falta faz
Fora do ritmo
O mar continua lá
Sem onda
A árvore ainda está de pé
Sem frutos
A vida continua a ser tocada
Sem o seu maior regente
Seu amor ainda está aqui... Dentro e fora de todos nós.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Se um dia
Ou pão pro meu estômago
Voltarei ao candeeiro
E farei outra receita
Se um dia faltar juízo
E um pouco de sal
Vou buscar outro louco
E salgarei tudo do mar
Se um dia faltar limite
E um pouco de euforia
Voarei todos os meus sonhos
E buscarei algum estímulo
Só não me venha com a besteira
De um dia me tirar o amor
Sem esse eu não vivo, nem a pulso
Por ele troco luz, pão, limite e euforia
Pelo amor eu vou além
Com amor eu sou alguém
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Amor em tudo.
Me deu a mão nos primeiros passos
Me ensinou a correr, a comer
Me envolveu com carinho no seu manto de amor
Não me deixou conhecer a dor.
Amauri...
Me levou pra passear
Me contou histórias
Me deu jambo e a mangas mais doces
Me ensinou o doce da vida.
Papivô...
Me poupou do amargo
Me deu a chance de mostrar que eu podia dirigir, confiou em mim
Me ensinou o que é integridade e como usá-la
Me mostrou a lealdade na prática.
Vovô
Me ensinou a ser forte, a amar
Me mostrou o caminho da vitória
Me deu dias de glória
Me respeitou e me ouviu sempre...
Várias formas de chamar um mesmo homem massa...
E hoje quando mais preciso ser forte é por ele que tenho lágrimas.
Nem sei porque ele tem sofrido tanto, se ele não é merecedor.
Mas de uma coisa eu sei...
A semente do amor ao próximo e do respeito à vida ele plantou no meu coração pra sempre, ele é amor em tudo.
Vozinho, eu te amo, sempre te amarei, sempre serei sua fã, sempre!
Amá-lo será sempre meu prazer e respeitá-lo minha religião.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Mandem o apito pra o conserto!!!
Mas tem outra carência brasileira que quero falar agora. Apito.
Não sou fã de futebol, nem sou Sport e como boa jogadora de handbool que devo ter sido vou falar um pouco do último jogo transmitido pela Rede Globo, SPORT x palmeiras.
Ser pernambucano em um país preconceituoso não é fácil, por mais que os “sudestinos” venham evoluindo significativamente na percepção do nosso valor nos últimos anos.
Agora ser pernambucano e jogador de futebol (ou jogar em Pernambuco) devem ser duas coisas bem difíceis, e que de quebra, os apitos não ajudam.
Futebol, o esporte que rege o país, que alegra e motiva multidões, que dá razão de vida a boa parte de infelizes com política e moradia, é disputado com unhas, dentes e apitos.
O apito pode ser o salvador da pátria, ou o vilão. No caso desse jogo ele foi o vilão para o Sport, se estivesse ficado mudo e calado, seria menos revoltante do que ter sido ignorado.
Os juízes têm o lema: Prejudique um time pernambucano você também, ou nordestino, já basta.
Enquanto isso, os passes dos jogadores “sudestinos” estarão sempre em alta, e os times pernambucanos dançando lambada para pagar a folha salarial no final do mês.
Espero que essa noite o juiz não durma e que os jogadores do palmeiras não sejam líderes, eles precisam saber que o “Leão do Norte” urge, mesmo descendo de divisão.
Vamos ver os jornais esportivos do sudeste amanhã, é outra coisa que dói nos nervos pernambucanos...
E mandem o apito pra o conserto, ou ao menos, levem-no para um concerto, será mais útil.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Uma tarde de hospital público: conclusões.
Sem saúde há risco
Risco de ficar de fora
Risco de ficar sem leito
Risco de perder a hora
Risco de nada ser feito
Sem saúde há medo
Medo de ser esquecido
Medo do remédio em falta
Medo de ser impedido
Medo de ficar sem a maca
Sem saúde há dor
Dor de ficar deitado
Dor do soro na veia
Dor ao ser medicado
Dor com a bexiga cheia
Sem saúde há perigo
Perigo de não dormir
Perigo não cicatrizar
Perigo em resistir
Perigo de nem sair de lá
- Entre as conclusões acima, existem as boas... Amanhã tento escrever... Cuidem-se!
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Dúvidas da contemporaneidade
Fazê-los ou não?
Panos
Usá-los ou não?
Sentidos
Necessários, ou não?
Sentimentos
Respeitá-los, ou não?
Humanos
Amá-los ou não?
Medos
Senti-los ou não?
E-mails
Abri-los ou não?
Celulares
Carregá-los ou não?
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Orquestra
Só tenho música nos meus ouvidos,
E canção no coração.
Eu hoje engoliria uma orquestra inteira, para tocá-la internamente.
Mas como não posso, ouço-a com o coração.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
Repernambucolinda
Pernambucamente eu me faço todos os dias e é uma sensação singular, subjetiva, que somada às pontes e ladeiras me entrego por inteira ao prazer.
Olindensidade me vejo, me busco, me subo e desço sem cansar, observo à minha volta e tento não esquecer de quem sou, pois são tantas histórias por lá, que as vezes não lembro das minhas.
Recifelicidade intensa, andar pelo sol e rios, manguezais e mares, conviver com eternas cabeças criativas que moldam um jeito único de ser.
FORA

Às vezes a minha força não toma Mucilon
E eu fico perdida procurando meu compasso
Fora do ritmo eu suplico
Por um pouco de sono, ou uma porção de sal
Fora do destino eu implico
Às vezes meu sonho não me deixa dormir
E eu rolo na cama sem deixar de acordar
Fora do ar eu me sinto
Por um pouco de papo, ou um pouco de chão
Fora da rota sinto beliscão
Às vezes meu pensamento não me deixa cantar
E eu fico muda da cabeça aos pés
Fora do eixo eu me sinto
Por um pouco de batuque, ou grito de violão
Fora do agudo, um grave para embalar.
domingo, 20 de setembro de 2009
Meu calo
É na calada da noite que vou procurar.
É na calada da noite que os lobos uivam.
É na calada da noite que eu vou me calar.
É, amanhã é segunda, vixe.
Puts!!
Aí!
Ui!
Tchau!
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Cordel Umbilical
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Fast Food Mental
Puts, eu estou morrendo de fome, né pau, entra aí no McDonald's que vou me empanturrar de fast food e é hoje que me acabo. Delíciaaaaa!!!
-Sim, eu estou mal, eu não vou muito bem.
Puts, eu estou morrendo de fome, né pau, para aqui, para aqui que tem uma mulher saindo do McDonald's e ela pode nos ajudar. Tomara!!!!!
A fome pode ser interpretada de várias formas, mas independentemente de cor, credo ou paladar... Ela faz estragos do mesmo jeito, a única diferença é que nem todos tem como lutar contra ela.
-Olha amor, aqueles meninos de rua, eles parecem estar com fome.
- Vixi, deixa disso rapaz, vamos nessa se não nossos hamburgers vão esfriar.
É, tem gente fazendo fast food da cabeça.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Passo
terça-feira, 16 de junho de 2009
Aula da saudade – Homenagem ao paraninfo Alan Soares
Não, mais que isso, meu nome é competência
Na verdade, meu nome completo é: Trabalho com competência, muitas xícaras de simpatia e tantas outras de entusiasmo.
E meu apelido (riso) é: “Desastroso”
O pior é que até hoje eu não sei o porquê de terem me apelidado assim.
Só porque minha caneta cai 5 vezes na aula, 5 vezes no chão, né? Porque se for contar ás vezes que cai na cabeça de alguém... Piloto? Hum, já perdi as contas... Mas isso não tem nada a ver para me chamarem de desastroso. Desastroso, eu? Hum!!!
Olha, eu gosto de muita coisa nessa vida, viu? Mas gosto muito mais de ensinar. Gosto também de lecionar, de ministrar aulas, de orientar, de educar, de doutrinar, de instruir, de habilitar... Aaaa eu também amo de paixão, esclarecer. Tá aí, uma coisa que eu não abro mão.
Eu carrego comigo muito conhecimento, mas trago numa mala, que aonde eu chego, eu abro, e forneço aos que se interessam, e até mesmo aos que não se interessam muito. Eu invisto daqui, dali, e pronto, doei mais um pouco do meu saber.
Outro dia me perguntaram aonde eu queria chegar com tantas horas de dedicação ao saber, e logo respondi: Eu quero chegar aonde chegam os vitoriosos. Mas eu não quero chegar só, quero um bando de vitoriosos do meu lado, para comemorarmos, aí eu vou tomar minha cerveja sem álcool e rir a noite toda.
E completei: Eu sei que ainda há muito o que viver e muito mais para acontecer. Por isso, eu leio!
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Asfalto de mim
Da passagem do lago, me afasto
Me afobo.

Na dúvida, na dádiva
Asfalto ao meio dia
A carne queima e reina
Dou metade de mim
Da outra, me perdi
O engano da gente, que arde
Demente
Ao rumo, ao que me invade
O que eu como, quem me consome
Meu medo, meu dedo podre
Meu espanto, o espantalho que criei de mim
Me fiz de inocente, me despi
Vestida de vaidade, comprei uma passagem
Na beira do rio, do asfalto
Para o meio do precipício.
domingo, 31 de maio de 2009
Aos Livros

Aos livros, leitores.
Aos homens, dignidade.
Aos sem teto, casa.
Aos deficientes, oportunidade.
Aos políticos, ética.
Aos culpados, perdão.
Aos pés, guia.
Aos cupidos, coração.
Aos nervos, camomila.
Aos negros, respeito.
Aos lábios, outros.
Aos homens, direitos.
Aos famintos, comida.
Aos sábios, voz.
Aos formados, empregos.
Aos rios, foz.
Às lágrimas, consolo.
Ás leis, cidadãos.
Às flores, água.
Às crianças, educação.
Às mulheres, vez.
Às carteiras, dinheiro.
Às correntes, chave.
Às navegantes, e-mail.
Ao amor, cúmplice.
Ao corpo, sentidos.
Ao samba Buarque.
Ao crime, foragidos.
Ao enfermo, saúde.
Ao desbotado, tinturaria.
Ao surf, onda.
Ao solitário, companhia.
À dúvida, resposta.
À juventude, maturidade.
À seca, chuva.
À cidade igualdade.
À conquista, mérito.
À escuridão, lampião.
À testemunha, segurança.
À pressa, imperfeição.
A MIM, O QUE FAZER
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quinta-feira, 28 de maio de 2009
Enredo Anônimo
Desde de menino eu nunca fui bom pra nome, deve ser porquê até hoje eu não me conformei com o meu: Autêncio Vislêncio Clemêncio Neves. Querendo, ou não, me tornei o Neves. Por facilidade, ou por gentileza, o povo me batizou assim.
- Dorotééééééééira!!!
- Não amor, o nome da sua mãe eu sei, eu quero saber o do carrão.
Doutor, não vou mais me estender, a Dó está me dando uns tabefes, mas conto com a sua ajuda para resolver o meu problema.
Atenciosamente:
Carlos.